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9. set. 2016 Sede do Escritório

Núcleo de Segurança do Paciente e sua interface com médicos e pacientes: como gerenciar esta relação?

Recentemente (em 09 de setembro) fizemos em nosso Escritório mais um café da manhã envolvendo este importante assunto, que pode revolucionar a prestação dos serviços de saúde.

Em que pese ser uma obrigação legal, a maioria dos hospitais brasileiros ainda não conta com um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) ou só o tem pro forma; o que é um risco para a operação e, principalmente, uma tristeza para o sistema, pois a experiência tem se mostrado promissora no sentido de se promover a melhoria da qualidade da assistência à saúde.

Inclusive, já escrevi sobre este tema anteriormente (ver “Ainda sobre a Segurança do Paciente” e “O Protagonismo Paciente nos Programas de Segurança dos Hospitais”, por exemplo), dada a percepção que tenho no que tange sua essencialidade para o sistema de saúde.

Sempre que mantenho conversas e reuniões com os profissionais ligados ao assunto, há uma preocupação quase que uníssona relativa à adesão dos médicos ao Programa. Ainda, como venho defendendo ao longo dos anos, não se valoriza como julgo que deveria, a participação do paciente.

Falar sobre estes dois pontos é que foi o objetivo do café da manhã realizado e tive a oportunidade de trazer um artigo do British Medical Journal (BMJ), que trazia um interessante cenário que tenta explicar o porquê da falta de engajamento do médico, sugerindo medidas para se superar este obstáculo, tais como:
se superar este obstáculo, tais como:

  1. Histórico da organização em melhoria da qualidade – o hábito de se investir em qualidade pode ajudar este cenário;
  2. Disponibilidade de recursos e sua alocação – para garantir que os médicos tenham o tempo de que precisam para se envolver ativamente;
  3. Percepção do propósito da iniciativa – investindo-se em dar explicações sobre a finalidade dos programas, refletindo as prioridades e preocupações dos médicos, assim como a garantia de uma cultura de não-culpa;
  4. Evidência da eficácia – que contribui para a diminuição das dúvidas dos médicos;
  5. Expertise externa – apoio em suporte externo;
  6. Programa de campeões locais – promovendo a escolha de lideranças médicas a serem envolvidas no programa, dando credibilidade ao mesmo;
  7. Envolvimento da gestão – deve-se considerar formas de se engajar os gestores nestes programas, uma vez que estão em posição de apoiar o envolvimento clínico.

Interessante notar que, normalmente, tem-se uma visão de que o profissional da Medicina tem uma resistência injustificada ou tão somente fruto de uma imaginada “arrogância”; o que não se comprova na prática, uma vez que o engajamento é obtido por meio de explicação, exemplo, compartilhamento de visão e bom senso.

Além de fazer um bom diagnóstico da necessidade e da implantação do Núcleo de Segurança do Paciente, Breno Figueiredo Gomes trouxe a notícia de que a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) criou uma Comissão Permanente de Segurança do Paciente, demonstrando de forma clara que os médicos de Minas Gerais estão abertos à discussão e mesmo aprendizado.

Referida Comissão procurará agregar profissionais de todas as áreas da saúde, compartilhando ideias e experiências entre os diversos hospitais do Estado.

Por: Ronaldo Behrens

 

Depoimentos:

“Excelente iniciativa trazer para discussão um tema de relevância.”

Elisa Assad
Hospital Mater Dei

“Excelente iniciativa de proporcionar a troca de experiências em prol da Segurança do Paciente.”

Camila Melo
Hospital Madre Teresa

“Muito boa a discussão; atual e proveitosa! Excelente.”

Gisele Moura
Hospital Luxemburgo

“O evento proporcionou uma troca de conhecimentos muito relevante e rica, diante do desafio de promover a segurança do paciente e envolver, principalmente, o médico neste processo. A troca de experiência nesse sentido faz a diferença.”

Silvana Silva
Hospital Felício Rocho

“A cultura da segurança torna-se a base do engajamento do corpo clínico ao núcleo de segurança do paciente. Acredito que a disseminação e a quebra do paradigma da punição são os pontos centrais para que o médico tome a segurança como pauta de sua rotina.”

Jéssica Nogueira
Hospital Felício Rocho

“Evento de extrema importância, onde devemos disseminar em nossas instituições trocas de conhecimentos com outros profissionais. Precisamos realizar mais eventos e discussões.”

Janaína Aparecida
Hospital da Baleia

“Excelente encontro. Muito enriquecedor compartilhar experiências com outras instituições.”

Natália Abbas
Hospital da Baleia

“Excelente encontro. Precisamos fazer mais.”

Mário Rosa
ISMP-BRASIL/FHEMIG

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