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Artigos . Compliance e Governança
Por: Bernardo Portugal . 9 de novembro de 2016

Boas práticas de governança são uma vacina anticorrupção?

Vislumbra-se um contexto futuro no qual as melhores, maiores e mais competentes organizações serão também aquelas que conseguirem se fazer perceber como as mais éticas

A atual conjuntura brasileira, que conjuga crises políticas, econômica e ética, traz à baila o questionamento sobre quais as causas que levaram a uma situação tão caótica. Se nas questões políticas e econômicas temos diversos fatores imponderáveis e, portanto, subjetivos quanto ao seu tratamento, no âmbito da crise ética, podemos afirmar que grande parte dela está intrinsecamente ligada à negligência da aplicação de boas práticas de governança corporativa.

Como se sabe, governança corporativa não é um tema novo e, apenas para tomar uma referência recente, já como efeito da crise de confiança advinda dos escândalos financeiros nos anos 2000, vimos emergir normas voltadas ao aperfeiçoamento da mesma, como foi o caso da Lei Sarbannes Oxley (SOX) norte americana, que muito influenciou a criação do Novo Mercado da então BOVESPA no Brasil, e já nos idos de 1977 a FCPA (Foreign corrupt practice Act), também de origem norte americana que visava combater a corrupção transnacional e é referência até os dias de hoje. Ambos movimentos visavam garantir maior segurança jurídica, sobretudo ao acionistas minoritários, prevenindo a atuação egoísta e perniciosa de administradores em prol de seus interesses particulares e contra os interesses da companhia e da sociedade.

Diante de um contexto brasileiro, no qual a denominada “Operação Lava Jato”, da Polícia Federal, a cada dia revela um esquema cada vez mais sofisticado de corrupção envolvendo as maiores empresas brasileiras, privadas ou públicas, temos um cenário de gigante incerteza que precisa ser considerado por qualquer gestor sério. Como Peter Druker afirmou “Os períodos de turbulência são momentos muito perigosos, mas o maior perigo reside na tentação de negar a realidade.”

Do ponto de vista das boas práticas de governança corporativa, temos um cenário em que, iniciar a aplicação dos princípios básicos, TRANSPARÊNCIA, EQUIDADE, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA, poderá se tornar, senão obrigatório, uma tendência auto regulatória importante. Vejamos o porquê:

Para ler o artigo na íntegra: acesse aqui

Este artigo foi publicado originalmente em 16/09/2016 na coluna Governança Corporativa do portal Painel Acadêmico, para acessar o artigo original clique aqui.

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