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Notícias
19 de março de 2014

Cresce investimento de instituições de fomento em empresas inovadoras

Fora do circuito tradicional do crédito caro oferecido pelo sistema financeiro, a Engetron, fabricante mineira de no-breaks – equipamentos que garantem energia ininterrupta para bancos, hospitais e indústrias, entre outras empresas que não podem correr o risco de perder informações –, candidatou-se às novas linhas de empréstimo de instituições de fomento à inovação. Foi a saída para financiar os primeiros nobreaks de grande potência com tecnologia totalmente desenvolvida no Brasil. Percorrendo o mesmo caminho, a também mineira ePrimeCare, especializada em serviços de tecnologia da informação na área da saúde, está usando recursos destinados às chamadas empresas inovadoras e conquistou a confiança de investidores para bancar o seu segundo ciclo de expansão desde 2011.

A despeito dos desafios que o baixo crescimento econômico impõe ao país desde o ano passado, as duas empresas se beneficiaram da onda de financiamento a ideias inovadoras, e que promete crescer este ano, alimentada por instituições de amparo à pesquisa e desenvolvimento, bancos de fomento e os fundos de investimento em empresas com potencial de crescimento. Dados apurados pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) indicaram aumento de 26,5% nos investimentos de R$ 14,9 bilhões aplicados em 2012, último dado disponível, na comparação com 2011, incluindo recursos de fundos de pensão nacionais, investidores institucionais, pessoas físicas, recursos próprias das gestoras de fundos de investimento e de investidores internacionais.

Os números de 2013 estão sendo levantados, mas o dinheiro investido nas empresas inovadoras não perdeu força, segundo Bernardo Portugal, sócio-fundador da Confrapar, gestora brasileira de fundos de investimento em tecnologia, e conselheiro da Abvcap. “Há um oceano de possibilidades para expansão dos recursos destinados pelos investidores. Eles colocam nas empresas investidas mais que o dinheiro, mas a experiência em gestão e as suas redes de relacionamentos institucionais. Isso faz toda a diferença”, afirma.

Com dotação de R$ 500 milhões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou recentemente o programa MPME Inovadora, linha de financiamento que apoia a inovação com foco nas micro, pequenas e médias empresas, as quais faturam receita bruta operacional de até R$ 90 milhões por ano. As taxas de juros partem de 4% ao ano e o prazo de pagamento chega a 10 anos. Condições especiais para empresas inovadoras são concedidas da mesma forma pela Finep – Inovação e Pesquisa, empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Os programas Inovacred e TecNova da Finep devem ganhar mais musculatura, numa estratégia casada com outras linhas de financiamento, segundo o chefe do Departamento de Operações de Subvenção da instituição, Marcelo Camargo. “Temos de trabalhar muito nas garantias, que representam um gargalo do programa de atendimento às pequenas empresas. Pensar num fundo garantidor é essencial”, afirma. Depois de credenciar 16 bancos ou agências de desenvolvimento, em agosto do ano passado, a Finep formalizou 29 contratos, entre empresas de tecnologia da informação e serviços em geral.

Mercado incipiente A alocação de recursos pelas instituições de fomento e os fundos de investimento não parecem representar problema. Se há limitações, na avaliação de João Antônio Fleury Teixeira, diretor de gestão corporativa do BDMG, elas estão muitos mais associadas à demanda e aos projetos apresentados. “No Brasil, estamos construindo esse universo de financiamento à inovação. É um mercado de crédito ainda incipiente e que difere culturalmente dos Estados Unidos, por exemplo. Lá, quem teve uma ideia fracassada não deixa de receber apoio a outra iniciativa se esta for promissora”, afirma. O banco estruturou a oferta de crédito em financiamento conjunto com a Finep e a Fapemig, como cotista de fundos de investimento e acionista de empreendimentos considerados inovadores e estratégicos para o estado, por meio da subsidiária BDMGTec.

Em 2013, a instituição desembolsou R$ 31,5 milhões para atender 59 empresas com os programas Pró-Inovação e Proptec. Outros R$ 80 milhões estão disponíveis para empresas que se candidatarem ao Inovacred, da Finep, e uma terceira linha, de R$ 27,5 milhões, foi aprovada como compromisso com os fundos de investimentos dos quais o banco participa (HorizonTI, Brasil Sustentabilidade, DLM Brasil TI e Criatec II). Tanto a Finep quanto a Fapemig e o BDMG mantêm em seus quadros equipes que analisam os projetos considerados inovadores, assim como o potencial de retorno dos empreendimentos, no caso de apoio pelos fundos de investimento. “O ideal é dar apoio às pequenas empresas, justamente aquelas que não têm acesso a crédito, que têm condições de crescer e criar empregos especializados” diz João Antônio Fleury.

 

Estado de Minas 17.03.14 Cresce investimento em empresas inovadoras

 

* Matéria escrita pela jornalista Marta Vieira e publicada no jornal Estado de Minas: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/03/17/internas_economia,508557/cresce-investimento-de-instituicoes-de-fomento-em-empresas-inovadoras.shtml

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